domingo, 7 de abril de 2013

Trilha Sonora do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick

Assim Falou Zaratustra
Danúbio Azul
Johann Strauss II

sábado, 6 de abril de 2013

Por que “2001″ é um marco na história do cinema

Aproveitamos o aniversário de 45 anos do lançamento da maior obra de Stanley Kubrick para dizer o que torna esse filme tão especial.
Até hoje, o longa gera discussões e teorias sobre o seu final
A maior obra de um dos grandes gênios da história do cinema. Esse é 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, que hoje completa 45 anos desde seu lançamento.
O filme, que começou dividindo opiniões e crítica (como a maioria das produções de Kubrick em seu lançamento), acabou ganhando um status cult e, por fim, tornou-se a maior bilheteria de 1968 nos Estados Unidos.
Atualmente, é considerado o maior feito do diretor, tendo ficado em 6o lugar na lista dos 10 maiores filmes da história pela renomada revista Sight and Sound, do British Film Institute, e em 2o na lista feita pelos diretores, atrás apenas de Tokyo Story, de Yasujiro Ozu. Além disso, o longa é tido como o maior filme de ficção científica, influenciando posteriormente diretores como Steven Spielberg, George Lucas e Ridley Scott. O último, que dirigiu clássicos do sci-fi como Alien e Blade Runner, classificaria 2001 como “um filme impossível de ser batido, ironicamente matando o gênero de ficção científica, tornando-o obsoleto.”
Independentemente da polêmica e discussões que gera – e que acabam por só reafirmar sua grandeza –, levando alguns a o considerarem uma verdadeira obra prima e outros a o rotularem como chato e insosso, é inegável que o filme foi um divisor de águas na história do cinema. E, por isso, prestamos aqui nossa homenagem a seu aniversário de lançamento citando alguns dos pontos que tornam 2001: Uma Odisséia no Espaço o ícone revolucionário que é.Linha narrativa Diferentemente do que vemos na maioria dos filmes, 2001 não possui uma linha narrativa clara a ser seguida – na verdade, o filme é dividido em quatro sequências distintas com personagens diferentes em cada uma delas, que têm em comum apenas a presença de um misterioso monólito, que acaba se tornando o fio condutor da trama.
Outro aspecto inusitado é o fato de Kubrick ter optado pelo pouco uso de diálogo (no total, há 88 minutos do filme sem fala). Essa escolha se deu já que o diretor não queria que tudo fosse explicado, deixando o filme muito mais ambíguo. Kubrick queria que o filme fosse uma experiência principalmente visual, visceral e subjetiva e usou como principal influência na hora de arquitetar a estrutura da história A Odisseia, de Homero, pois acreditava que o mar representava para os gregos antigos o mesmo fascínio e mistério que o espaço representa para a nossa geração.
Música
Exatamente pelo fato do filme não ter muitos diálogos – e de grande parte deles serem banais, diga-se – a música teve um papel fundamental no filme. Destoando do que se é feito na maioria das vezes desde aquele tempo até hoje, Kubrick usou pouca trilha sonora original em 2001, dando destaque para músicas clássicas que dariam o tom épico que o filme merecia ter, como a valsa mais conhecida de Johann Strauss II, Danúbio Azul, e Assim Falou Zaratustra, poema sinfônico composto por Richard Strauss e inspirado no tratado filosófico de mesmo nome de Friedrich Nietzsche, que combinava com os temas do filme, principalmente a ideia do filósofo do Super-Homem, que aceita a natureza caótica da vida e do universo.
Efeitos Especiais
Visionário que era, Kubrick inovou na época nas formas de atingir visualmente os efeitos que queria, principalmente para simular o espaço. 2001 foi o primeiro filme a usar o efeito de projeção frontal para combinar uma ou mais imagens em um só frame; também construiu um centrifugador gigante abaixo do set para simular a falta de gravidade; e emprestou outras técnicas vindas da fotografia para poder produzir a psicodélica sequência final do filme.
Temas
Mas, acima de tudo, o que mais chama atenção em 2001 são seus temas. Kubrick, como na maioria de seus filmes, foi muito ousado nas discussões geradas durante a trama. O roteiro aborda profundamente temas como o início da civilização na seção inicial que apresenta uma briga por poder entre duas tribos de homens-macaco; inteligência artificial, com a participação de HAL 9000 (considerado o 13o maior vilão da história do cinema pela mesma revista Sight & Sound), computador que comanda a aeronave em uma missão secreta a Júpiter – e que, ironicamente, é o personagem que mais esboça sentimentos durante o filme; e vida alienígena de uma maneira bem densa – o diretor, junto com Athur C. Clarke, que colaborou no roteiro, chegou a consultar Carl Sagan para saber como seria a forma de vida extraterreste. Assim, o diretor fugiu dos clichês de aliens que lembram de alguma forma a aparência humana, chegando a um conceito mais amplo, transformando-os numa espécie de vida tão evoluída que se resumiria basicamente em uma forma de energia. Eles, inclusive, são apenas sugeridos graças à presença do monólito, que liga desde o começo da civilização até o presente.
Mas, mais do que isso, 2001 aborda a natureza humana e uma de suas essências: a busca pelo poder; o próprio salto no tempo que o filme dá de sua primeira sessão para a segunda só enfatiza que, por maior o avanço que a civilização tenha conseguido, a briga continua sendo a mesma.
O fim abstrato e ambíguo pode incomodar algumas pessoas, mas a intenção de 2001, como próprio Kubrick declarou, não era de trazer explicações, mas discussões – além de ser uma experiência altamente sensorial e subjetiva. Isso gera discussões e teorias que duram todos os 45 anos desde o lançamento do filme. O romance indica que o fim do longa seria o começo de uma nova era, mas não há certeza de que essa tenha sido a intenção do diretor inglês, que preferiu deixar as interpretações abertas ao público.
Mas o fato é que 2001 foi, no mínimo, um divisor de águas na história do cinema em termos narrativos e visuais. E isso, diferentemente do filme, não é passível de discussão.


Diego Marques
No Contextolivre

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Incelença pra terra que o sol matou - Roze canta Elomar

"ONDE CORRE O LEITE E O MEL''

''Não julgueis que vim trazer Paz a Terra; não vim trazer à Paz, mas a Espada."
(Mateus 10, 34)


A GUERRA DE CANUDOS aconteceu no Sertão da Bahia, no final do Século XIX. Durou 11 meses, de novembro de 1896 a outubro de 1897. Morreram mais de 5 mil soldados e uns 30 mil sertanejos.
A GUERRA DE CANUDOS em quadrinhos tenta levar mais perto dos jovens o significado histórico da luta do Sertanejo, contra a opressão, contra a miséria, contra a politicagem e contra o abandono.

As secas & Euclides da Cunha


Euclides da Cunha
O sertão de Canudos é um índice sumariando a fisiografia dos sertões do Norte. Resume-os, enfeixa os seus aspectos predominantes numa escala reduzida. É-lhes de algum modo uma zona central comum. 
De fato, a inflexão peninsular, extremada pelo cabo de S. Roque, faz que para ele convirjam as lindes interiores 
de seis estados — Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí — que o tocam ou demoram distantes poucas léguas. 
Desse modo é natural que as vicissitudes climáticas daqueles nele se exercitem com a mesma intensidade, 
nomeadamente em sua manifestação mais incisiva, definida numa palavra que é o terror máximo dos rudes patrícios que por ali se agitam — a seca. Escusamo-nos de longamente a estudar, averbando o desbarate dos mais robustos espíritos no aprofundar-lhe a gênese, tateantes ao través de sem-número de agentes complexos e fugitivos. Indiquemos, porém, inscrita num traçado de números inflexíveis, esta fatalidade inexorável. De fato, os seus ciclos — porque o são no rigorismo técnico do termo — abrem-se e encerram-se com um ritmo ão notável, que recordam o desdobramento de uma lei natural, ainda ignorada. Revelou-o, pela primeira vez, o senador Tomás Pompeu, traçando um quadro por si mesmo bastante eloqüente, em que os aparecimentos das secas, no século passado e atual, se defrontam em paralelismo singular, sendo de presumir que ligeiras discrepâncias indiquem apenas defeitos de observação ou desvios na tradição oral que as registrou. De qualquer modo ressalta à simples contemplação uma coincidência repetida bastante para que se remova a intrusão do acaso. 
Assim, para citarmos apenas as maiores, as secas de 1710-1711, 1723-1727, 1736-1737, 1744-1745, 1777-1778, do século XVIII, se justapõem às de 1808-1809, 1824-1825, 1835-1837, 1844-1845, 1877-1879, do atual. 
Esta coincidência, espelhando-se quase invariável, como se surgisse do decalque de uma quadra sobre outra, acentua-se ainda na identidade das quadras remansadas e longas, que, em ambas, atreguaram a progressão dos estragos. De fato, sendo, no século passado, o maior interregno de 32 anos (1745-1777), houve no nosso outro absolutamente igual e, o que é sobremaneira notável, com a correspondência exatíssima das datas (1845-1877). Continuando num exame mais íntimo do quadro, destacam-se novos dados fixos e positivos, aparecendo com um rigorismo de incógnitas que se desvendam. Observa-se, então, uma cadência rara perturbada na marcha do flagelo, intercortado de intervalos pouco díspares entre 9 e 12 anos, e sucedendo-se de maneira a permitirem previsões seguras sobre a sua irrupção. Entretanto, apesar desta simplicidade extrema nos resultados imediatos, o problema, que se pode traduzir na fórmula aritmética mais simples, permanece insolúvel.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


O Nego D'Água

O Nego D'Água

OS CONGOS - FESTA DO ROSÁRIO

OS CONGOS - FESTA DO ROSÁRIO

Rio São Francisco

Rio São Francisco
Juazeiro Bahia