sábado, 9 de junho de 2012
Samba de Véio - Rodeadouro
Samba de Véio - Rodeadouro
![]() |
| Povoado do Rodeadouro |
È uma dança com movimento que tem como finalidade o divertimento da nossa localidade. Devido a falta de diversão, os velhos se reuniam para dançar em locais que eram convidados ou nas casas da comunidade, e para chegar as vezes ao local caminhavam vários quilômetros.
A cultura do Rodeadouro concentra-se principalmente no Samba de Véio. Por algum tempo ficou esquecido, mas com a chegada de Manoel Severino, vindo da Boa Vista do Salitre, distrito de Junco e durante algumas décadas, foi responsável pela revitalização do samba, onde incorporou peças ilustre como o bum-meu-boi, a mulinha, o caipora e outros que abrilhantavam ainda a cultura local.
O grupo de Samba teve como responsável a Senhora Francisca Pereira Miranda, sendo uma líder específica, ficando a mesma como representante da apresentação. Apesar de ser chamado de Samba de Véio, nem todos os membros obrigatoriamente tenham que ser pessoas de uma faixa etária elevada, constata-se também a presença de pessoas jovens e crianças. Acabando , assim com o preconceito existente em relação a idade. Seu Matias o morador mais velho da comunidade com 88 anos, afirmou que no tocante a origem da dança veio da Africa, e sua chegada em Juazeiro especificamente no Rodeadouro, começou com os pescadores e os trabalhadores da casa de farinha que apóis a sua jornada de serviço se reuniam e sambavam para se divertirem. Seu Matias informou que este folclore no Rodeadouro é mais velho que o progresso de Juazeiro. O Samba é festejado na época do folclore e nos festejos de Santos de Reis, que vem depois da dança de Reis. Não é especificamente em festejo de promessas, mas seu Matias falou que um certo tempo sua criação de caprinos sumiu do cercado e ele fez a promessa ao Santo Reis que se a criação aparecesse ele fazia uma festa no próximo dia 6 de janeiro na sua residência com a Festa de Reis e Samba de Véio e ia dar comida e bebidas aos participantes, e sua criação apareceu, ele pagou a promessa com muita alegria. O grupo é contituido por membros entre homens e mulheres. Sendo que isto não significa que o grupo só possa se constituir por essa quantidade de membros.
O grupo do Samba além de apresentar na cidade em alguns convites, já participou da filmagem do filme Irmão Quixaba, e da reinauguração do teatro Castro Alves na capital, e várias apresentações nas escolas tanto da rede Municipal como na rede Estadual, nas Faculdade em geral e aos convites.
Nós temos uma associação sem fins lucrativos e que de 2 em 2 anos há uma votação para eleger a nova diretoria. Conta professora Ovídia que o Samba de Véio tem diversos focos no Brasil, mas teve sua origem na África. No Brasil foi trazida pelos africanos como tantas outras culturas deles, o samba tem no seu interior afora dos negros, e a sua cultura do país de origem, como não tendo nenhum divertimento, tiveram essa ideia de criar uma forma de distrair-se e de passar o tempo.
O Samba de Véio é lembrado na semana folclórica, resgatando assim a memória dos festejos. O samba não tem data registrada da chegada no povoado diz a professora que lembra desde sua infância que seus tios já comemoravam, antes começavam em dezembro e iam até o dia 6 de janeiro no dia dos Santos Reis, faziam apresentações à noite e o dono da CSA servia a bebida e comida.
Lembra a professora Ovídia, que a professora Meire, uma época trabalhava com uma turma de jovens e adultos e na oportunidade, fez um resgate da cultura local e deu uma revitalizada no samba. através dos alunos que eram integrantes do grupos e logo após fez renascer onde dai, não parou mais.
TEXTO: Professora Maria de Fátima , através de pesquisa dos alunos da EJA - Educação de Jovens e Adultos da Escola Maria Monteiro Bacelar.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ontem, o hoje, o amanhã, nasce uma comunidade - Juazeiro Bahia
Dando os Primeiros Passos
Inicia-se aqui a importante narração histórica daquilo que representa importantíssima raízes brutalmente atiradas ao espaço e que você, na conclusão deste, estará suficientemente capaz de compreender e entendê-lo porque neste trabalho teremos uma série importante de narradores, pois será um vasto campo a percorrer contudo como buscamos as principais raízes, inciamos tendo à frente apesar dos seus oitenta e cinco anos de existências. Trata-se do Sr. Oscar Delmiro dos Santos, primeiro participantes nesta série de entrevista a seguir.
Preguntamos inicialmente:
- Sr. Oscar, em que anos o senhor nasceu? E ele soltando uma gostosa rizadinha...
- Em 1901 no dia 9 de janeiro. Quero eu dizer que tenho 85 anos, pois nasci no começo do ano, não é isso mesmo?
- Sim, é isso mesmo. Continuamos...
- Quem foram seus pais?
- Delmiro e Otilia.
- O Sr. se considera o mais idoso da região?
- Sim. Pelo menos aqui em conchas e vizinhanças, desde o Mato-Grosso ao Jatobá.
- Teve quantos irmãos? Quantos?
- Sim. Nios era dez ao todo.
- Lembra-se ainda dos seus nomes pela ordem, ou seja, inicialmente do mais velho ao mais novo?
-Ah! Isso não. Hoje tô com a cabeça ruim. Mais cá acentuando aí: Cassiano, Serapião, Manoel, Oscar, José Marcelina, Tomás, Maria, Emídio e Domingas.
- O Sr. nasceu aqiu em Conchas?
- Sim. Nasci e me criei.
- Quais outras famílias viviam aqui nesta nesta época?
- Não me lembro mais. Mas posso citar alguns como: Zé Vermeio, João Aliberto, Carolina, Antoio Caré, Zé Canaro, José Nunes, Mãe França (parteira) da região. ( É tradicional, inclusive, ainda nos dias atuais chamar-se de mãe a pessoa que pegou a criança). A criança fica no dever moral de tê-la por mãe aquela que ajudou-a a vir ao mundo. E isso é na verdade um fato extraordinário. Você não acha? Felizmente este ato sensacional não se perdeu no espaço, pois ao menos na nossa comunidade ainda continua viva esta ideia. Mas continuando o papo, indagamos do entrevistado como acontecia por exemplo - uma paciente esperava a vinda de um novo bêbê ou mesmo quando adoecia gravemente alguém. E a resposta foi a seguinte:
- Ah! seu Beto, naquele tempo era fogo. Não tinha jeito não. A gente tinha mesmo era pedir a Deus pra não adoecer, porque transporte não tinha, quando se caía doente só tinha um jeito: Era mandar um portador à cidade para buscar algum remédio e este ia montado a jumento e à vezes até a pés, às vezes quando este portador retornava a criatura já tinha morrido.
- Sr. Oscar: Não havia um jeito de levar a criatura à cidade?
- - O único meio que tinha era a viagem de paquete mas era demorado porque ou era a remo ou a pano. Levava dois a três dias para se chegar.
Melhor Prevenir Que Remediar
- O Sr. falou que o mais correto era pedir a deus para não ficar doente. Sempre foram bem sucedidos nestas preces?
- Ah! Sim. Graças a Deus era bem difícil da gente adoecer gravemente.
- E a que o Sr. atribui a tudo isso. Só as graças de Deus ou o pessoal de agora não tem resquardo de de boca nem nada. Levam a coisa com a casca e tudo. No meu tempo não era assim não. Nós tinha muito resguardo e usava muita raiz de pau, chá de ervas e outras coisas. Era difícil tomar remédio de framaça.
- Nós estavamos satisfeito pelas resposta do Sr. até agora. Mas estamos querendo saber a dieta das senhoras após o parto.
-Surgiu a tradicional risadinha e a resposta foi a seguinte:
- Seu Beto, esta pergunta não é pra eu. Pergunte pra comade Francisca que é muié e sabe responder mió sobre assunto das muié. Num tô certo?
- Está bem Sr. Oscar. O senhor lembrou muito bem. A dona Chiquinha vai dar também pra gente esta colaboração. Dito isto ele prazerosamente pede licença para retirar-se alegando pertubações na cabeça, prometendo estar presente no próximo encontro.
Livro: Nasce Uma Comunidade - Bertolino Alves Nascimento - Capa: Parlim
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
O Nego D'Água
OS CONGOS - FESTA DO ROSÁRIO
Rio São Francisco
Juazeiro Bahia








