sábado, 30 de novembro de 2013

Uma Breve História do Carnaval de Juazeiro

Rosy Costa - historiadora e pesquisadora 

Em Juazeiro, (BA) o carnaval foi oficializado em 1914, com a fundação do clube carnavalesco os Embaixadores de Veneza, com muito luxo, pedraria, carros alegóricos, despertando assim o espírito carnavaslesco no Juazeiro festivos. Caracterizou-se nos três dias de folia, com entrudos (brincadeira de água) e talcos ou outros tipos de pós.
Durante o dia os clubes centrais, como Sociedade Apolo Juazeirense, 28 de Setembro, Artífices Juazeirense e outros, recebiam os animados foliões, fantasiados com confetes, serpentinas e lança perfume Rodouro (metálica), para as dançantes matinées, ao som do jazz ou orquestras vinda de jacobina e da própria região.

Quem não queria brincar em clube ficava pelas ruas pulando ao som das músicas transmitidas pelas caixas de som instaladas nos postes (rua da 28 de Setembro e rua d’Apolo) ou sambando ao batuque de alguns foliões mais animados. Uns mascarados de monstros (latex) correndo atrás dos meninos, homens vestidos de mulher, com soutien,saia curta de babados, sapato alto e sombrinhas, outros nos mais extravagantes trajes.

O povo enchia as bisnagas de perfume, xixi ou mesmo água e jogava nos mascarados que passavam em grupos. Dentre esses mascarados destacavam-se o grupo de mulheres casadas, que logo após os afazeres domésticos, colocavam uma mortalha de preferência estampada, com sapatos sete vidas (congas), fala fina e andar diferente, para não serem reconhecidas.
E lá saía o grupo entrando nas casas conhecidas, cantando, bebendo e comendo, até as dezoito horas quando regressavam ao lar. Contavam algumas que entravam nos bares e sentavam no colo dos próprios maridos e eles, cheios de vida, pensavam que eram as outras.

À tarde também acontecia o desfile de carros, de preferência sem capota, tipo Fubica, Jeep e caminhonetes, que subiam a Carmela Dutra e desciam pela rua d’Apolo, formando assim o famoso Corso, (desfile de carros repletos de foliões) com lança perfumes, fantasias, confetes e serpentinas, combinando com a alegria do povo que assistia nas calçadas e aplaudia o carro mais animado e enfeitado. Isto ia até às 18h30, quando se iniciava o defile dos blocos ou cordões das ‘’Mulheres da Boa Esperança’’ - Verdadeiro Show de luxo e beleza. Após esse horário cada um ia para sua casa descansar, pois no outro dia começava tudo de novo.

A partir de 1955, à noite, as batucadas faziam a festa disputando o título da melhor do ano, mas nada igual à batida cadenciada de Cacumbú.
A porta bandeiras criava malabarismos e os componentes orgulhosamente ostentavam o nome da escola, contando com a participação do povo que cantava e dançava até às 23hrs, quando se ouvia o hino da 28 de setembro e da Sociedade Apolo Juazeirense, avisando que o carnaval nesses clubes estava começando para terminar com o nascer do sol.

A Quarta feira de Cinzas tinha o sabor do bem e da saudade: ‘’São três dias de folia e brincadeira, você e brincadeira, você pra lá e eu pra cá até quarta-feira...’’.

Hoje o carnaval de Juazeiro se adéqua aos novos tempos. Trios Elétricos, blocos disputando o qual o mais bonito abadá e camarotes completam a festa de momo. Mas a tradição dos antigos carnavais de fantasias e máscaras ainda caminha pelas ruas de Juazeiro.

Segunda Noite do Festival Edésio Santos

Na segunda noite teve mais 12 músicas na disputa e um grande show com a Banda Miragem
Final do Festival Edésio Santos - 
Músicas Classificadas

Humano Insensato - Wilson Duarte e Paulo César Oliveira

O Destino das Águas – Autor: Eugênio Cruz (Petrolina/PE)

Ruminar – Autor: Kereto (Santo Antônio de Jesus/BA)

Falar o Que – Autor: Josenaldo Rodrigues (Juazeiro-BA)

Backup - Dário Moreira - Petrolina

Frutos do Meu Vale – Autor: Magaiver Gama/ Marx Uliano (Sobradinho/BA)

Primeiro de Abril – Autor: Zebeto Correia/ Marília Abduane (Belo Horizonte/MG)

Cofre – Autor: João Sereno (Juazeiro/BA)

Tempestade Seca – Autor: Edésio Cezar Vieira Santos (Petrolina/PE)

Oxe Sonoro – Autor: Ítalo Libório (Juazeiro/BA)

Solidão – Autor: Iuka/banda Sertão Capital (Juazeiro/BA)

Etnia – Autor: João Energia (Juazeiro/BA)
Para o último dia do Festival (final) foram classificadas 12 músicas e acontece sábado, dia 30 de novembro na Orla Nova em Juazeiro às 21:30h. 

MAMETTO - MILAGRES DO POVO


A Banda Mametto faz o encerramento do 16ª Festival Edésio Santo, sábado dia 30 de novembro de 2013, na Orla Nova em Juazeiro da Bahia.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

1º Dia do Festival Edésio Santos - Memória da Folia, Edésio - Poema da Alegria

16º Festival Edésio Santos - Orla Nova de Juazeiro da Bahia - Quinta-Feira, 28 de Novembro de 2013
Músicas Classificadas no Primeiro Dia

Primeiro de Abril – Autor: Zebeto Correia/ Marília Abduane (Belo Horizonte/MG)

Cofre – Autor: João Sereno (Juazeiro/BA)

Tempestade Seca – Autor: Edésio Cezar Vieira Santos (Petrolina/PE)

Oxe Sonoro – Autor: Ítalo Libório (Juazeiro/BA)

Solidão – Autor: Iuka/banda Sertão Capital (Juazeiro/BA)

Etnia – Autor: João Energia (Juazeiro/BA)
Músicas  do segundo dia - Sexta-feira 29 de Novembro de 2013

Falar o Que – Autor: Josenaldo Rodrigues (Juazeiro-BA)

O Destino das Águas – Autor: Eugênio Cruz (Petrolina/PE)

Ruminar – Autor: Kereto (Santo Antônio de Jesus/BA)

Sonho Alado – Autor: Elmar Herculano/ Dedé Monteiro (Petrolina/PE)

Cariri – Autor: Celso Antônio de Oliveira/ Paulo Henrique Santos Mutti (Juazeiro/BA)

Quem ama – Autor: Achiles Neto/Marcos Marinho (Vitória da Conquista/ BA)

Humano Insensato – Autor: Wilson Duarte/ Paulo Cezar Oliveira Juazeiro/BA)

Replantar – Autor: Paulo Ferreira (Petrolina/PE)

Valsa nº 1 – Autor: Alan Carlos (Jaboatão dos Guararapes/PE)

Na Bahia – Autor: Noel Ferrari (Juazeiro/BA)

Sempre Alguém pra Culpar – Autor: Ricardo Gomes da Silva (Petrolina/PE)

Frutos do Meu Vale – Autor: Magaiver Gama/ Marx Uliano (Sobradinho/BA)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

16º Festival Edésio Santos & '' 100 anos de Carnaval - Memória da Folia, Edésio - Poema e Alegria''

 Dias 28, 29, 30 de novembro vai acontecer o 16º Festival Edésio Santos, ao lado do vaporzinho na orla da cidade.
 O cenário do Festival está sendo construído pelo artista plásticos Bebeto, que tem muita experiência com cenário e decoração.
 Artistas de várias linguagens serão homenageados pelos serviços prestado a cultura regional.
 Bebeto pintando a caricatura de Bebela e os estandartes das antigas Batucadas.
As músicas classificadas:

01. História que as Águas Vão Contar – Autor: Marcel Leandro (Juazeiro/BA)

02. Primeiro de Abril – Autor: Zebeto Correia/ Marília Abduane (Belo Horizonte/MG)

03. Sonetos Mágicos – Autor: Laécio Almeida Lima (Salvador/BA)

04. Cofre – Autor: João Sereno (Juazeiro/BA)

05. Tempestade Seca – Autor: Edésio Cezar Vieira Santos (Petrolina/PE)

06. Oxe Sonoro – Autor: Ítalo Libório (Juazeiro/BA)

07. Solidão – Autor: Iuka/banda Sertão Capital (Juazeiro/BA)

08. Desnudo – Autor: Joedson Sidnei da Silva (Petrolina/PE)

09. Maria das Dores – Autor: Joelson Sales de Lima (Petrolina/PE)

10. É Vão – Autor: Danilo Souza (Petrolina/PE)

11. Backup – Autor: Dário Moreira/ Zeca Moreira (Juazeiro/BA)

12. Etnia – Autor: João Energia (Juazeiro/BA)

13. Falar o Que – Autor: Josenaldo Rodrigues (Juazeiro-BA)

14. O Destino das Águas – Autor: Eugênio Cruz (Petrolina/PE)

15. Ruminar – Autor: Kereto (Santo Antônio de Jesus/BA)

16. Sonho Alado – Autor: Elmar Herculano/ Dedé Monteiro (Petrolina/PE)

17. Cariri – Autor: Celso Antônio de Oliveira/ Paulo Henrique Santos Mutti (Juazeiro/BA)

18. Quem ama – Autor: Achiles Neto/Marcos Marinho (Vitória da Conquista/ BA)

19. Humano Insensato – Autor: Wilson Duarte/ Paulo Cezar Oliveira Juazeiro/BA)

20. Replantar – Autor: Paulo Ferreira (Petrolina/PE)

21. Valsa nº 1 – Autor: Alan Carlos (Jaboatão dos Guararapes/PE)

22. Na Bahia – Autor: Noel Ferrari (Juazeiro/BA)

23. Sempre Alguém pra Culpar – Autor: Ricardo Gomes da Silva (Petrolina/PE)

24. Frutos do Meu Vale – Autor: Magaiver Gama/ Marx Uliano (Sobradinho/BA)

A Sala de Audição

‘’Magritte criou duas versões desta pintura com o mesmo nome, que retratam uma grande maçã verde no meio de uma sala. Esta pintura ilustra os temas que atravessam o trabalho de Magritte. O primeiro é a maçã, que ele usa ao longo de muitas das suas obras, sendo a mais famosa "O Filho do Homem", representando um homem com um chapéu de coco e com uma maçã verde a tapar o rosto. O outro é juntar objetos num contexto incomum. Ao contrário de outros artistas surrealistas, que misturam imagens oníricas com formas abstratas, as obras de Magritte incluem imagens normais, colocadas em situações de contexto surreal. A pintura "A Sala de Audição", retrata uma maçã verde vulgar - a única alteração é o seu tamanho, que é enorme e enche uma sala inteira.’’

Ponto de Partida e Meninos de Araçuaí

Escola Municipal Argemiro José da Cruz & Os Grandes Mestres da Pintura

 Durante quatro meses os alunos da EJA  pesquisaram a vida dos grandes Mestre da Pintura, fizeram ficha de dados sobre vida e obras, assistiram documentário e reproduziram as obras estudadas.
O Projeto foi idealizado pela Professora Maria Luzenir Oliveira Fernandes, com o objetivo de aproximar os alunos ao mundo da Arte. 
Artistas Pesquisados
Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Van Gogh, Gerson Guerreiro, Marlus Daniel e Romero Brito.

Materiais Utilizados
Latas, tecidos, banner, vidro, madeira, camisas, garrafas, caixa, mosaico.
''O Projeto Pintores que nos Inspiram'' foi idealizado pela profª de Arte Maria Luzenir Oliveira Fernandes, teve quatro meses de duração - de agosto a novembro - com  colaboração da professora de Língua Portuguesa - Ângela Maria Rocha Libório, da coordenadora Wilza Miranda, dos gestores Paulo Augusto Matos Gonçalves e Mª Aparecida Miranda da Silva.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

MAMETTO - PRA VOCÊ SE APAIXONAR


Video promocional da banda Mametto, apresentando a música PRA VOCÊ SE APAIXONAR, de Bule-Bule, Yacoce e Ana Mametto. Participação especial de Bule-Bule.

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

O Sonho Boliviano em São Paulo


Documentário sobre a saga dos imigrantes bolivianos na capital paulista. Seus sonhos, suas aspirações, os motivos da Bolívia ser tradicionalmente "expulsora" de parte de sua população e como ela é recebida no Brasil, um país historicamente construído por imigrantes.

Produzido como Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero 2012.

Definidas as 24 músicas classificadas para o 16º Festival Edésio Santos

Por Luiz Hélio/Secretaria de Cultura e Juventude

A Secretaria de Cultura e Juventude realizou nos dias 15 e 16 (sexta e sábado) a triagem do 16º Festival Edésio Santos da Canção, que contou com inscrições de mais de 80 artistas do Vale do São Francisco e de outras cidades brasileiras. 
  A coordenação informa aos classificados que os ensaios com a banda base terão inicio no dia 22 (sexta-feira), no estúdio Porto do Som, localizado no bairro Centenário, em Juazeiro. As oficinas de frevo, violão e samba de véio estão acontecendo aos sábados e domingos no Centro de Cultura João Gilberto e a culminância será durante o festival.

sábado, 16 de novembro de 2013

Ensine a turma a pular duas cordas simultaneamente


Neste episódio da série NOVA ESCOLA na sua escola, o professor de Educação Física Marcos Mourão mostra como deixar a turma em constante movimento com uma sequência de atividades que tem como objetivo principal mostrar que pular a corda dupla não é tão difícil quanto parece.
No revistaescola

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

GRUPO MULTICULTURAL MÃE DA MATA COMEMORA SETE ANOS COM A EXPOSIÇÃO ‘DESATANDO OS NÓS’

Com o objetivo de valorizar e divulgar a arte dos artista e a cultura da região, o Grupo Multicultural Mãe da Mata, que, hoje é sinônimo de boa música, livros, artesanato regional, artes plásticas, entre outras, completa sete anos no próximo mês. A intenção do grupo é de integrar e divulgar o trabalho dos artistas.

Atualmente, a Casa é coordenada pela artesã, Necy Nascimento, mais conhecida como Necy Mãe da Mata, que destaca a importância do grupo para a população, além de ressaltar que é aberta ao público para a visitação. “A Casa é dos artistas, de quem gosta, quem quer conhecer um pouco da nossa história, do nosso trabalho, pessoas que querem um contato com um artista, nos procura e a gente organiza. Também recebemos escolas, para conhecer a arte, aqui é uma raiz nossa”, destacou.

Em comemoração aos sete anos de atuação em Juazeiro, será realizado uma exposição com o tema ‘Desatando os nós’. “É uma exposição mista dos artistas cadastrado no grupo e os convidados. A exposição terá como resultado a união dos trabalhos para o projeto de intercambio. O projeto de Intercambio Cultural, tem como objetivo de abrir uma Loja Cultural com os produtos artísticos e culturais do Vale São Francisco em Colônia del Sagramento no Uruguay”, explicou

A exposição será realizada no Centro de Cultura João Gilberto, no período de 03 a 08 de dezembro. Os artistas que quiserem participar da exposição devem procurar a loja localizada no bairro Country Clube ou entrar em contato pelos telefones 74- 3612 7525/ 8826 6353/ 9143 5287.

Quem quiser mais informações do grupo é só acessar o blog grupomaedamata.blogspot.com.br/.
Por Clêilma Souza

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ronaldo Fraga


Desde 1996, quando estreou nas passarelas, o estilista mineiro Ronaldo Fraga, 44 anos, vem revelando o Brasil aos brasileiros. Membro do seleto grupo de estilistas que utiliza as coleções para contar histórias relevantes de nossa cultura, Fraga já trouxe à baila o samba de Noel Rosa, a loucura genial de Arthur Bispo do Rosário, a transposição das águas do rio São Francisco e as circunstâncias suspeitas da morte da estilista Zuzu Angel, crítica da ditadura que faleceu em um acidente de carro. Não precisou muito para ser considerado um dos nomes mais importantes na construção da identidade da moda brasileira. Hoje, seu nome é lembrado sempre que o assunto é o design nacional, e seus trabalhos fazem parte de algumas das principais exposições sobre estética contemporânea, cada vez mais ávida por tradições locais e produtos artesanais que tragam oxigênio para um mundo globalizado e pasteurizado. Para contar o Brasil, é preciso conhecê-lo. Fraga sonha um dia em empreender uma viagem como a de Mário de Andrade, que na década de 20 realizou viagens etnográficas pelo Norte e pelo Nordeste. Enquanto isso não é possível, contenta-se em desenvolver projetos com grupos e cooperativas de artesãs, das quais encomenda detalhes de suas coleções, como bordados e rendas. Desde 2008, é um dos designers envolvidos com o projeto Talentos do Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que pretende resgatar técnicas artesanais quase perdidas. Por meio de oficinas e cursos, os designers ajudam as cooperativas a aplicar suas técnicas em artigos contemporâneos, de maior valor de mercado.

John Graz, Viajante

 Obras inéditas de um dos maiores representantes do modernismo brasileiro, em um passeio visual pelos países onde o artista viveu ou passou temporadas, como Brasil, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, além da terra natal, Suíça.
 A exposição "John Graz, Viajante" apresenta uma seleção de desenhos a guache, estudos em grafite, pinturas e outras peças desse artista nascido em Genebra e que se encantou com o universo de luzes e cores do Brasil, tendo se radicado no país desde os anos 1920. São 150 peças, selecionadas do acervo do Instituto John Graz, fundado em 2005, que reúne um total de 2.000 peças, além de realizar pesquisas, catalogação e reconhecimento de obras do artista.
 O diferencial da mostra é o recorte com seleção das obras em função dos países onde o artista viveu ou passou longas temporadas, como Brasil, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, além da terra natal, Suíça. Ao lado de Di Cavalcanti, Anita Malfatti e outros, o pintor, escultor, decorador, desenhista e artista gráfico John Graz expôs seu trabalho na Semana de Arte Moderna de 1922, contribuindo decisivamente para a renovação da pintura brasileira, influenciado pelos movimentos de vanguarda da Europa.

 O curador da exposição, Sérgio Pizoli, relembra que John Graz era apaixonado por viagens desde a juventude. Logo após se formar na Escola de Belas Artes de Genebra, recebeu bolsa de estudos e viajou para Espanha; depois veio ao Brasil, onde se casou e se estabeleceu em São Paulo, tendo feito em seguida várias viagens pelo interior do país, destaque para o Amazonas, de onde retirou a inspiração para suas obras, como as anotações de índios e barcos dos rios amazônicos, um dos destaques da mostra.
 O objetivo da exposição é levar ao público, através das imagens, a fazer esse passeio junto com o artista. Há desenhos feitos no Marrocos que serão expostos pela primeira vez, assim como anotações de motivos e deuses mitológicos (Diana era a sua preferida) feitos em sua temporada na Grécia. Pizoli explica que um dos traços da obra de John Graz é reunir às paisagens e elementos da natureza os elementos simbólicos de cada cultura.
A maioria das peças dessa mostra é de desenhos a guache - "uma técnica muito difícil e que poucos artistas ousam fazer" - acrescenta o curador. Conforme Pizoli, a escolha pelos desenhos, boa parte ainda em caráter de estudos a serem concluídos, é para demonstrar a impressionante qualidade de um lado ainda pouco conhecido do artista. "John Graz tem uma vasta obra ainda a ser resgatada. Quem não o conhece, terá agora uma ótima oportunidade. E para quem já o conhece, poderá apreciar obras inéditas", afirma.

Serviço
Exposição: John Graz Viajante

Visitação: até 24 de novembro - terça-feira a domingo, das 12h às 19h - Grátis
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20. Centro 
 Rio de Janeiro - 2253-1580
Projeto: Instituto John Graz
Curadoria: Sérgio Pizoli
Patrocínio: Correios

domingo, 10 de novembro de 2013

XXI Gincana Cultural do Colégio Municipal Paulo VI '' Abre Alas para os Antigos Carnavais de Juazeiro''

 Aconteceu a XXI Gincana Cultural do Colégio Municipal Paulo VI, que teve como tema os 100 anos do Carnaval de Juazeiro ''Bahia... De Todos os Santos, Encantos e Axé!'' 
 A Equipe Fênix foi a vencedora 
 Uma breve história do Carnaval de Juazeiro

Rosy Costa - historiadora e pesquisadora 

Em Juazeiro, (BA) o carnaval foi oficializado em 1914, com a fundação do clube carnavalesco Embaixadores de Venezaos, com muito luxo, pedraria, carros alegóricos, despertando assim o espírito carnavaslesco no Juazeiro festivos. Caracterizou-se nos três dias de folia, com entrudos (brincadeira de água) e talcos ou outros tipos de pós.

Durante o dia os clubes centrais, como Sociedade Apolo Juazeirense, 28 de Setembro, Artífices Juazeirense e outros, recebiam os animados foliões, fantasiados com confetes, serpentinas e lança perfume Rodouro (metálica), para as dançantes matinées, ao som do jazz ou orquestras vinda de jacobina e da própria região.

Quem não queria brincar em clube ficava pelas ruas pulando ao som das músicas transmitidas pelas caixas de som instaladas nos postes (rua da 28 de Setembro e rua d’Apolo) ou sambando ao batuque de alguns foliões mais animados. Uns mascarados de monstros (latex) correndo atrás dos meninos, homens vestidos de mulher, com soutien,saia curta de babados, sapato alto e sombrinhas, outros nos mais extravagantes trajes.

O povo enchia as bisnagas de perfume, xixi ou mesmo água e jogava nos mascarados que passavam em grupos. Dentre esses mascarados destacavam-se o grupo de mulheres casadas, que logo após os afazeres domésticos, colocavam uma mortalha de preferência estampada, com sapatos sete vidas (congas), fala fina e andar diferente, para não serem reconhecidas.

E lá saía o grupo entrando nas casas conhecidas, cantando, bebendo e comendo, até as dezoito horas quando regressavam ao lar. Contavam algumas que entravam nos bares e sentavam no colo dos próprios maridos e eles, cheios de vida, pensavam que eram as outras.
À tarde também acontecia o desfile de carros, de preferência sem capota, tipo Fubica, Jeep e caminhonetes, que subiam a Carmela Dutra e desciam pela rua d’Apolo, formando assim o famoso Corso, (desfile de carros repletos de foliões) com lança perfumes, fantasias, confetes e serpentinas, combinando com a alegria do povo que assistia nas calçadas e aplaudia o carro mais animado e enfeitado. Isto ia até às 18h30, quando se iniciava o defile dos blocos ou cordões das ‘’Mulheres da Boa Esperança’’ - Verdadeiro Show de luxo e beleza. Após esse horário cada um ia para sua casa descansar, pois no outro dia começava tudo de novo.

A partir de 1955, à noite, as batucadas faziam a festa disputando o título da melhor do ano, mas nada igual à batida cadenciada de Cacumbú.

A porta bandeiras criava malabarismos e os componentes orgulhosamente ostentavam o nome da escola, contando com a participação do povo que cantava e dançava até às 23hrs, quando se ouvia o hino da 28 de setembro e da Sociedade Apolo Juazeirense, avisando que o carnaval nesses clubes estava começando para terminar com o nascer do sol.

A Quarta feira de Cinzas tinha o sabor do bem e da saudade: ‘’São três dias de folia e brincadeira, você e brincadeira, você pra lá e eu pra cá até quarta-feira...’’.

Hoje o carnaval de Juazeiro se adéqua aos novos tempos. Trios Elétricos, blocos disputando o qual o mais bonito abadá e camarotes completam a festa de momo. Mas a tradição dos antigos carnavais de fantasias e máscaras ainda caminha pelas ruas de Juazeiro.

sábado, 9 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Banda Mametto encerra 16º Festival Edésio Santos

Prorrogadas as inscrições do Festival Edésio Santos até 14 de novembro

Por Luiz Hélio/Secretaria de Cultura e Juventude
Atendendo às solicitações dos compositores da região e das demais cidades do Brasil, a coordenação do 16º Festival Edésio Santos da Canção (FESC) prorrogou as inscrições das músicas até 14 de novembro. “Alguns artistas estão encontrando dificuldades com estúdio e solicitaram um prazo maior, inclusive os participantes de outras cidades que já concorreram em edições anteriores. Por isso resolvemos ampliar o prazo de inscrições”, explicou o gerente de cultura, Wellington Monteclaro.
O gerente ressalta, no entanto, que a data do festival permanece a mesma: dias 28, 29 e 30 de novembro, na Orla 2 (em frente ao Vaporzinho). Este ano o FESC homenageia o centenário do carnaval de Juazeiro com o tema “100 Anos de Carnaval – Memória da Folia, Edésio – Poema da Alegria!” e contará com oficinas de Samba de Veio, de Frevo e de Violão, intervenções artísticas, atrações locais nas eliminatórias e show da banda Mametto na noite de encerramento.
O Edésio Santos da Canção está com uma premiação de R$ 33 mil. Os músicos interessados podem se inscrever no prédio da SEDIS, ao lado da Catedral, no Centro até o dia 14 de novembro. Mais informações pelos telefones (74) 3612 3056 e (74) 9123 7273. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da Prefeitura de Juazeiro.
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