segunda-feira, 19 de março de 2012
Eu só peço a Deus
Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o q'eu queria
Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria
Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente
Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente
Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente
Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente
domingo, 18 de março de 2012
Salitre Distrito de Juazeiro
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| Rio Salitre - Campo dos Cavalos |
Salitre quer dizer terras férteis, adubo, de boa qualidade, com áreas salinosas - com bastante sal.
Surgiu com as tribos indígenas que existiam há muitos anos e tinha um rio perene com águas salobras ou seja salgadas, tinha mata ciliar extensa com grandes árvores como: marizeiro, aroeira entre outras, que é muito difícil de encontrar hoje em dia.. Muitas pessoas fizeram parte da história do Salitre já faleceram com: João Dias Ferreira, Sr. Barão do Junco, D. Olindina, Sr Dona Alexandre que medicava o povo Salitreiro, passava remédios. Encontramos ainda vivo e presente como o Sr João Braz que tinha várias propriedades e empregava muita gente. Existia aqui no Salitre engenhos de moer cana de açúcar e não se esquecendo do Sr João Cuia que era dono de Casa de Farinha. Naquele tempo a irrigação era feita de forma manual, ou seja, carregada de água nas latas, nas costas para molhar as plantas. Logo depois foi se renovando chegou os motores á disel, muito usado na região, depois chegou às bombas elétricas e agora já tem produtores que irriga através de gotejamento que é uma técnica que facilita a vida dos produtores. O rio Salitre se originou de uma nascente de água chamada olho d'água que nasce na cidade de Morro do Chapéu, passando por Campo Formoso e várias outras localidades desaguando no rio São Francisco - que é o rio de grande importância para os Salitreiros e todos os ribeirinhos - nascendo na Serra da Canastra em Minas Gerais, banhando várias cidades baianas e contribuindo com a agricultura da região. Aqui no Salitre já existiu muitas tribos, mas foram mortos num massacre. Os negros também que vinham de descendentes africanos - que trabalhavam igual a escravos para os Senhores de Engenho e donos de Casa de Farinha - trabalho cansativo, braçal, mas faziam num ritual cantando e dançando no cultivo da farinha, era animado e divertido e era o único meio de sobrevivência dos Salitreiros.
Informações cedidas pela Professora Ana Clara da comunidade de Alfavaca e registrada pelos alunos Laura Monique, Linda Inês, Noesio, Adelina e Camila - 7ªC
Gangorra Povoado de Salitre
Josimaria Costa de Oliveira - 6ªB
O nome Gangorra surgiu no ano de 1955 porque era um lugar de pegar boi e jegue, e para matar ou amansá-los. Por isso o Sr. João Cuia colocou esse nome no lugar. Outros dizem que existiam muitos morros que pareciam gangorras. O Povoado de Gangorra fica á 56 km distante da sede do município. Com sessenta e uma crianças, setenta idosos e oitenta jovens aproximadamente. Os primeiros moradores foram: Dona Zefa Palha, Regina, Zé Palha, Maria e Sr. João Cuia. Na localidade há muito tempo atrás não tinha LUZ ELÈTRICA, era com candeeiro e as casas eram uma longe das outras. Antigamente a comunidade vivia da plantação de cana, extração do angico, palha de carnaúba, extração da cera de carnaúba e carregavam a água com a lata na cabeça, mas hoje o rio Salitre secou e ficou tudo difícil. Acontece na comunidade festas como o Samba de Veio, roda de São Gonçalo e bares que colocam som ao vivo com bandas locais e regionais. Existe um tanque que foi construindo e um riacho que as pessoas da comunidade tomam banho e lavam roupas.Professora Orientadora - Wivaldina Damásio
Aluno: Josimaria Costa de Oliveira-6ªB
Salitre - Colégio Municipal Profª Edualdina Damásio
Distante de Juazeiro 13 Km. Este distrito é o grande celeiro do município, suas terras são muito férteis dando à paisagem o visual verdejante . O junco é considerado o Vale da Esperança. Nela se produzm os mais diversos tipos de hortifrutigranjeiros como: melão, cebola, uva, tomate, pimentão, beterraba, repolho, melancia, coco, banana, alho, manga, limão e outros. As terras são banhada pelo Rio Salitre que já se encontra no limite, devido a falta de chuva, grande agricultores que chegaram com bombas potente aumentando o consumo da água. Abóbora é um distrito de Juazeiro que fica a 100 Km e recebe água do Rio São Francisco via Caraíbas Metais, o Salitre fica a 13 Km e não recebe água do Rio São Francisco. Estranho, hein. Existem algumas criação de gado, em alguns trechos do Junco, artesões fazem esteiras, abanadores , vassouras, com palha de Carnaúba, existente no próprio distrito. Usam, também, a tabôa no fabrico de esteiras.
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| Povoado de Campos dos Cavalos. |
Campo dos cavalos
A comunidade Campo dos Cavalos surgiu no ano de 1900 e colocaram o nome por conta de um o campo cheio de mato que alguns moradores limparam e fizeram um espaço para que tivesse o PRADO, para os cavalos correrem. Os primeiros moradores foram os senhores Manoel Luiz e Miguel Luiz. Que viviam da cana de açúcar. A escola era rígida, a professora era particular, os pais pagavam para seus filhos estudarem até a 4ª série primária. Naquele tempo tinha brincadeiras de roda, de boneca de pano, mas na escola tinha a tabuada, a palmatória e a cartilha do ABC. As pessoas quando ficavam doentes tomavam remédios caseiros, os partos eram realizados em casa com a parteira. Atualmente há trinta e cinco famílias, que vivem do plantio da cebola, tomate, abóbora, melão,, melancia e são comercializadas no Mercado Produtor em Juazeiro Bahia.
Informações fornecidas pela Senhora Maria Joana da Cruz Limoeiro, com 72 anos de idade, conhecida por Dona NOCA.
Pesquisa aluno do Colégio Edualdina Damásio
As casas geralmente tem uma cisterna para enfrentar a falta dágua.
Edualdina Damásio - Biografia
Edualdina Damásio nasceu no dia 26 de setembro de 1932, em Juazeiro Bahia, filha de Tiburtino Damásio e Ana Barbosa Damásio.A quinta filha de sete filhos do casal que são: Edulina Damásio, Edu Damásio, Edontino Damásio, José Edualdino Damásio, Eduvaldino Damásio , Eduvaldina Damásio e Tiburtino È Damásio. A história de vida desta professora é marcada por desafios. Quando criança sempre muito alegre e divertida, recada , gostava de estudar e de brincar de boneca. Desde muito jovem apresentou interesse pela educação.Viajou pra o Rio de Janeiro na década de 50 e formou-se em Educação Física. Retetornando após cinco anos á sua Terra Natal.Trabalhou no Colégio Maria Auxiliadora em Petrolina, que funcionava só para meninas. Além do trabalho realizava movimentos voluntários nas comunidades e principalmente no Salitre. Na escola que antes tinha o nome Escola Campo dos Cavalos por conta da localidade participou de vários eventos e sempre incentivava o envolvimento de todos. No ano de 1993 em inauguração de alguns espaços da escola a professora Josefina , amiga de Edualdina sugeriu ao prefeito na época o então Misael Aguilar, que colocasse o nome de Colégio Edualdina Damásio.A sugestão foi acatada por todos e até hoje continua com muito orgulho para todos da comunidade. Casou-se e teve um filho que chama João Carlos que atualmente tem 40 anos de idade. Edualdina faleceu após complicações no parto do seu único filho.Que não chegou a conhecer e foi gerado com muito amor e zelo.
Pesquisa alunos do Colégio Edualdina Damásio
Equipe do Colégio Profª Edualdina Damásio
Gestora : Solange Almeida - Vice Diretora: Luciana Gomes - Coordenadores: Luzilena e Gildete - Secretarias: Lena, Luana e Noabia. Professores: Maria Lucia Andrade, Josuene, Maria soledade e Ozinete e Jorginho.
Alunos apresentando uma peça de Teatro.
Realização da Gincana Cultural.
Exposição sobre Diversidade Cultural - Colégio Profª Edualdina Damásio
Os alunos trabalharam com papel maché e fizeram máscara que teve como tema a cultura regional e africana.
Fizeram cartazes e murais com a cultura afro-brasileira. " Consciência Negra não tem Cor".
Trabalharam com a cultura local.
Homenagearam o nosso maior Sanfoneiro Targino Gondim.
Participaram das oficinas de texto, pesquisando a história da comunidade local.
A coordenadora Luzilena Pires orientando os alunos sobre as pesquisas a serem feitas com a comunidade.
A escolha é nossa!
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| Professora Luzanilde Aguiar |
Luzanilde Oliveira Aguiar
Se analisarmos o vídeo "Só peço a Deus", cuja canção é interpretada por Beth Carvalho e Mercedes Soussa, notaremos que a palavra chave chama-se INDIFERENÇA.
Indiferença segundo o dicionário Aurélio significa desinteresse / algo que não é bom nem mau. Daí a necessidade de refletirmos sobre os muitos momentos da vida em que nos fazemos indiferentes. Perceba! FAZER é um verbo que indica ação, então isso significa que podemos agir de outra forma, ou melhor, fazer de outro jeito, como por exemplo: fazermo-nos observadores, fazermo-nos sonhadores, fazermo-nos vencedores...
Hoje, coletivamente e democraticamente, temos a oportunidade de fazermo-nos construtores, contribuindo na elaboração de um grande projeto social. Portanto, a escolha é nossa, porém só existem duas opções:
- Fazermo-nos indiferentes ou fazermo-nos diferentes.
Diferentes no sentido de percebermos o novo formato educacional que se propõe, e mais, de nos percebermos como parte imprescindível deste processo.
Bem, eu só peço a Deus que escolhamos fazermo-nos diferentes e, assim, possamos tornar o nosso pensar em algo concreto e de provável sucesso, especialmente, no que diz respeito à nossa prática pedagógica e, principalmente, à aprendizagem daqueles com os quais nunca poderemos ser indiferentes: NOSSOS ALUNOS.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Sertão/PE
Secretaria Municipal de Educação - Juazeiro/BA
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