segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Melhor Música Local - Troféu Jaime da Seresta

 Guerra Santa
Composição de João Energia, de Juazeiro Bahia, terra do Velho Chico, nosso Rio-Estrada, traço líquido entre o norte e o sul!
Água para beber, água pra lavar / Pra molhar a terra, o fruto brotar
Refazer o verde, renovar o ar / O sopro da vida revitalizar
O ecossistema está comprometido, tenta entender 
 Corre contra o tempo,
Que não há mais tempo / Para se perder
 Faça a sua parte, não deixe a vida refém de você
E a natureza mostrar com firmeza / Que não vai calar
É essa Guerra Santa, não se sabe
Quem perde, quem vai ganhar 

domingo, 30 de dezembro de 2012

A Grande Vencedora - Amor Líquido - Primeiro Lugar - 15º Festival Edésio Santos da Canção

Essa noite / Vai chover amor
Da praça ao centro / Forte e a contento
Debaixo do coberto / Nublou
E quando nubla / Eu sei / Pode Chover
Essa noite vai chover amor 
Amor Líquido de Moésio Belfort, de Juazeiro "Da Bahia de todos os Santos e pecados" e garantido essa chuva de amor, da praça, do centro ao centro de nós . Joyce Guirra!

Zélia Grajaú Melhor Intérprete & Segundo Lugar - Descrença dos Deuses, dos Santos e dos Orixás - 15º Festival Edésio Santos da Canção

Quando todos os Santos daqui se rebelarem
Contra tudo e contra todos
Qual será o orixá, amigo, que nos salvará
Diga-nos, deuses e santos / Orixás dos desgarrados
Quem é que irá nos  ouvir / Como é que é, meu irmão?
Da cidade de Imperatriz do Maranhão - Zélia Grajaú
Com a Bênção dos Deuses, dos Santos e dos Orixás
para que possamos ter de volta a proteção pela fé.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Caetano Veloso - Alegria Alegria

As 12 músicas Finalistas - 15º Festival Edésio Santos da Canção

Relembrando os Grandes Festivais - 2ª Eliminatória do 15º Festival Edésio da Canção

O Festival Nacional Edésio Santos da Canção tem como tema
 Relembrando os Grande Festivais
 
Festival Edésio Santos da Canção
É realizado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro através da Gerência de Cultura a Secretaria de Igualdade Assistência Social e Cultura. Este Festival foi criado há 15 anos, em 1993, com a realização do Festival da Canção Sanfranciscana - Troféu Edésio Santos, a Câmara Municipal de Juazeiro transformou o evento em Lei Municipal, denominando-o - " Festival Edésio Santos da Canção". Edésio Santos muito de vocês já ouviram falar dele e sabem da importância deste juazeirense de coração imortalizado pelas suas obras. Seu Edésio, um homem que deixou sua cidade natal - Afrânio em Pernambuco, para morar em Juazeiro, e desde menino, escreveu sua bonita história. Vários artista abrilhantaram as diversas edições do festival enriquecendo a cultura musical de Juazeiro, fazendo do evento um encontro de músico de muitas regiões do país, promovendo assim um intercâmbio cultural. 
Memórias Revistas
O 15º Festival Edésio Santos da Canção, um debutante que, em sua festa, faz uma viagem aos Grandes Festivais de Música do Brasil! É hoje é a noite mais juazeirense entre todas as noites, hoje traz a reminiscência das "Temporadas Universitárias"! Quando eram realizados festivais de música, poesia, artes visuais, gincanas culturais e torneios esportivos. Temporadas Universitárias de Juazeiro! Essas temporadas aconteciam entre junho e julho, no períodos das férias. Eram promovidas pela Associação dos Universitários de Juazeiro (AUJ) anos 70. Faz muito tempo, mas o tempo é cíclico, é um vai-e-vem de histórias, de fatos, de memórias revistas. E é o tempo que nos remete aos festivais dos anos 70 em Juazeiro. É o Tempo que nos reconduzirá aos Festivais da AUJ! Pois é, os Festivais da AUJ aconteciam na quadra do FRANVALE, e não podemos esquecer dois jovens universitários que na época, organizavam o evento: Jorge Khoury e Paganini. Foi Jorge Khoury que trouxe de carro, de Salvador para Juazeiro, o super-baiano Caetano Veloso, em 1973. Caeteno vinha iluminar uma das noites de encerramento do então festival. Chegando aqui, foram direto para a beira do Velho Chico. O Rio inspirou Caetano com sua brisa morena, seu verde barrento, seu porte de rio-mar.
2ª Eliminatória do 
15º Festival Edésio Santos da Canção

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

15º Festival Edésio Santos da Canção

A primeira noite do 15º Festival Edésio Santos da Canção, teve canções maravilhosas, acho que os jurados tiveram o maior trabalho na escolha das 6 músicas que foram classificadas entre as 12 apresentadas. A organização faz um festival perfeito. Juazeiro mostrou que é uma cidade que prestigia a sua cultura.
O novo formato do festival abre espaço aos nossos artistas que  tem muita criatividade. O que seria de Juazeiro sem seu povo: ribeirinhos, cantadores de lendas, carranqueiros, lavadeiras, vaqueiros, artesãos, músicos, poetas, pescadores e atletas. Essa gente morena, criativa, com a sua sensibilidade musical é que faz a nossa cidade ser diferente com a sua diversidade cultural. Hoje trazendo canções, sonoridade, potencialidade, invenções, viajando no Barco-canção! Somos, sim, de Juazeiro! Uma ancestralidade! Uma tradição. "Santo de casa não faz milagre" Será?
Uma homenagem merecida aos músicos da velha guarda que fazem  parte do mundo cultural da região.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Josy Lélis - Show no Festival Edésio Santos, no dia 29/12/2012

Na noite de encerramento do Festival Edésio Santos o público terá a oportunidade de apreciar o trabalho da cantora juazeirense de carreira consolidada em Salvador, Josy Lélis, trazendo o show do CD Uni Versos entre algumas interpretações de sucessos.
 Centro de Cultura João Gilberto.

Nascida em Juazeiro-Ba, desde muito cedo atenta a tudo o que ocorre à sua volta, brota-lhe no íntimo a inevitável e forte inclinação a uma das mais belas expressões de arte: a música.
Na desconfiança de que o mundo era bem maior, a menina dos olhinhos de lua parte para o exercício desse ofício levando a outras gentes as cores vivas de um cantar criança, já com a desenvoltura de mulher que bem sabe o que faz e quer.
sua primeira Banda “ Psíncope”, com a qual se apresentou em vários eventos, tais como: Rock Rio São Francisco Festival; Mostra de Artes e Cultura Popular no Vale São Francisco, Movimento Velho Chico Beat em Bom Jesus da Lapa e Eventos Culturais do Movimento Velho Chico Beat na varanda do Sesc em Salvador.
Participou, ainda, do Festival Estudantil de música popular do estado da Bahia, classificada entre as dez melhores no ano de 2010.
Por essa razão, a quem ainda não a conhece e interessar possa, dizemos que esse desabrochar de “devaneios na rota das notas musicais” traduzido pela sensibilidade dessa menina-moça na construção de uma história, o que já a situa entre os muito expressivos nomes jovens que cantam aquilo que lhes vai na alma com a promessa de muito crescer, provoca em nós o mais caloroso aplauso.
Encantados e gratos tiramos o chapéu àquela que passa rumo ao bem suceder, princesinha plena de graça e talento, no amanhecer de dias cada vez mais musicais.
A terra de São Salvador a acolheu sob as bênçãos do seu santo maior e o soar dos seus atabaques.
Paulo Gabiru

Saber Mais: josylelis
Saber Mais:diferenteimagens

15º Festival Edésio Santos da Canção - Juazeiro Bahia


sábado, 22 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Vontade do Povo - Diplomação dos Candidatos Vitoriosos nas Eleições de outubro

“Juazeiro vem experimentando um processo de amadurecimento democrático não só por conta dos que aqui estão presentes, mas de todos que fizeram parte do processo. Temos e tivemos problemas que são históricos e devem perdurar por algum tempo, mas tivemos aqui uma eleição ordeira, uma eleição que se respeitou a vontade do povo”
Dr. Valécius Passos Beserra
Juiz Eleitoral da 48ª Zona

Foi só alegria, a cerimônia da diplomação dos candidatos vitoriosos nas eleições de outubro, que aconteceu na Câmara Municipal. Comandada pelo Juiz Eleitoral Dr. Valécius Passos Beserra da 48ª Zona, a diplomação do Prefeito Isaac Carvalho, Vice e 21 vereadores eleitos que assumirão em primeiro de janeiro.
Que Deus ilumine aos eleitos, lutem e pensem em uma cidade de todos juazeirenses.
Presente o professor Roosvelt Duarte Mota, Chefe de gabinete do prefeito, familiares dos candidatos, presidentes dos partidos, sindicalistas, professores. A Câmara Municipal ficou pequena para tantas pessoas. Foi feita a vontade do povo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

História de Juazeiro

Tirando do Baú - Reis de Boi Animado

Houve um tempo em que se via o Reis de Boi passar pelas ruas da cidade de Juazeiro, cantando e dançando animado. História que a vovó Luzia divide com a neta. A garota de imaginação fértil envivece as lembranças da avó, recriando os momentos vividos por ela naquela brincadeira. Através da linguagem da linguagem da animação, Contando Janeiro narra a construção da memória sobre essa manifestação cultural baseando-se nas pesquisas realizadas pela professora Maria Franca Pires. Uma mulher que, interessadas pela professora Maria Franca Pires. Uma mulher que, interessada em muitas coisas da cultura regional, passou a descobrir e a revelar "o que estava na cabeça do povo" do seu tempo. O material daquelas pesquisa encontra-se no arquivo Professora Maria Franca Pires, sediado no Departamento de Ciências Humanas - DCH III da Universidade do Estado da Bahia. Essa produção resulta da realização do projeto de pesquisa Memória e história cultural na região de Juazeiro/Bahia, originando no trabalho com o arquivo.
O Departamento de Ciências Humanas - DCH III da Universidade do Estado da Bahia lança um Audiovisual "Contando Janeiro". Uma animação vivendo no tempo em que o Reis de Boi era diversão, uma pesquisa do Arquivo de Maria Franca Pires.
Presente professores, alunos, artistas e amigas de Maria Pires.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Os Pioneiros, Entusiastas da Educação Nova


O ano é 1932, um dos momentos mais importantes da história da educação brasileira: a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, nos principais jornais do país. O programa exibe trechos do documento em uma montagem de programa de rádio da época e de cinejornal. Dirigido ao Povo e ao Governo, o Manifesto faz um diagnóstico da educação brasileira na década de 30 e apresenta um plano de reconstrução educacional no Brasil. O documento foi assinado por 26 educadores e intelectuais de renome, liderados por Fernando de Azevedo, Lourenço Filho e Anísio Teixeira.
No Univesptv

UM MITO DA UNIVERSIDADE, DAS CIDADES E DOS BARES


Por Dalila Santos, aluna de Comunicação Social no DCH III/UNEB, Juazeiro

- Posso fumar um cigarro?
- Claro!
Assim começou minha conversa com Josemar Martins, na varanda do Departamento de Ciências Humanas III com toda a agitação de um ambiente, com o rumor de jovens, de depois, após o cigarro se apagar, no silêncio da sala dos professores.
Muitos podem não conhecer a pessoa Josemar Martins, mas com certeza todos conhecem o professor, o poeta, o músico, o amigo: Pinzoh. Sempre sorridente pelos corredores, distribuindo abraços apertados, beijos e contando “umas histórias que estão rolando por aí”. A pergunta que não quer calar: de onde vem o apelido? Tudo começou quando o aluno Josemar, que cursava a 5ª série no Colégio Professor Ivo Braga, em Curaçá, errou uma pergunta numa prova de História. Quais eram os nomes dos navegadores que vieram nas três embarcações de Colombo? Um deles era Vicente Yáñez Pinzón, mas o aluno escrevera Vicente Yáñez Pinzó, sem o “n”, e errou a questão. Levou um “E”, bem grande e vermelho. Assim, os colegas zombaram do seu erro durante muito tempo e o apelido foi inevitável. Mais tarde incorporou o “h” ao apelido e tornou-se sua marca registrada, o primeiro e único Pinzoh na vida de qualquer pessoa que o conhece.
Sua história começa em uma pequena localidade, no sítio chamado São João,pertencente ao povoado de São Bento, município de Curaçá. É o segundo filho numa escala de cinco, dois homens e três mulheres. Seu pai era semi-analfabeto, mas desenvolveu o hábito da leitura e da escrita de forma autodidata. Treinava a letra em cadernos de caligrafia. Escrevia e lia cartas para os vizinhos. Sua mãe aprendeu a ler e a escrever, mas caiu no esquecimento pela falta de uso.
Sua vida é marcada por quatro rupturas. A primeira aconteceu na infância, quando seu pai decidiu reunir as coisas da família e ir embora, tentar a vida em outro destino. A mudança parece cena de cinema: uma família tocando seus animais e levando suas coisas à pé, como a cinematografia retrata os retirantes nordestinos. Foram morar na beira do rio, em um terreno que pertencia à sua avó. O apego ao lugar de origem era grande, cheio de recordações, e a mudança foi sofrida. Além do primeiro contato com as muriçocas, que ele não sabia que incomodavam tanto.
Um ano após a mudança, a família foi morar em Curaçá, zona urbana, tem ordem seu pai. Os filhos iriam descobrir um universo novo e o patriarca não gostava muito dessa ideia  Josemar, que já escrevia versinhos rimados, tem seu primeiro contato com a poesia e com o teatro.
A MÃO, primeira poesia, um tanto infantil, conquistou o terceiro lugar no Concurso de Poesia da Primeira Semana Cultural de Curaçá, ocorrida entre os dias 7 e 12 de fevereiro de 1984.
A primeira poesia lhe rendeu muitas outras. E, em 1986, lançou seu primeiro livro de poesia com Pinduka, chamado “Come-Tendo Poesias”. Anos antes os dois já tinham imprimido um pequeno livreto em mimeógrafo a óleo. Como todos que faziam arte na cidade, foi marginalizado e começou a se auto-elaborar, através dos cabelos, das roupas. Seu pai não gostava do seu comportamento e sua mãe, como a maioria delas, acolhia o filho e não acreditava que o mesmo era o protagonista das fofocas contadas pelos vizinhos. Segunda ruptura: Saiu dos versinhos rimados para escrever poesias de protesto, de escracho, poesia concreta. Nessa fase, foi parar no fórum duas vezes. Só não foi preso porque a sua idade não permitia. Na época, começou a acessar um mundo novo, através da literatura, da música, do cinema e da sexualidade. Assim, o grupo “cultural” torna-se uma espécie de mito na cidade.

Outra ruptura foi sua vinda para Juazeiro. Fez vestibular achando que iria cursar filosofia, afinal era a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Juazeiro. Mas para a sua surpresa o curso era Pedagogia, que, inicialmente, não foi sua escolha, mas passou a ser com o tempo.
A distância dos amigos, da família e do movimento do qual fazia parte foi muito doloroso para o calouro que entrara na universidade no ano de 1989. No primeiro ano de faculdade, ele ia e voltava todos os dias. Depois, morou em Petrolina e Juazeiro. Durante todo esse tempo, não cessou de trabalhar: no campo, na construção civil em Curaçá, como vendedor de plano de saúde e balconista de papelaria em Juazeiro. Pegou sua caixa de serigrafia, comprou nylon e algumas camisetas Hering e vendia na orla de Juazeiro, onde as barquinhas atracam até hoje. Nas camisetas, poesias suas, de seu bom e velho amigo Pinduka e de outros autores, que ele encontrava em cartões poéticos, mas mantendo fidelidade à estética dos mesmos.
Sempre morou com mulheres, nenhuma delas foi sua. Até se apaixonar de maneira avassaladora pela então professora e chefe de departamento Ana Lílian dos Reis. Como a maioria dos relacionamentos entre professores e alunos em uma instituição de ensino, o namoro foi clandestino por algum tempo. Pinzoh assume que nunca pensou em matrimônio, mas foi tomado por um sentimento que nunca havia experimentado:
- Nunca pensei em me casar. Quando me dei conta estava no fórum, casando, assinando meu nome no livrão.
A quarta, e talvez não seja a última ruptura, foi quando se tornou professor de seus colegas de faculdade. Pinzoh se formou em janeiro de 1994, mas terminou o curso em dezembro de 1993, pois atrasou um ano porque perdeu uma disciplina que era pré-requisito. Prestou concurso em março de 94, e quando se deu conta, naquele mesmo ano estava ministrando aula para amigos de turma e portadores de diploma. Um desses portadores era Álamo Pimentel, que mais tarde estaria em sua banca na defesa de seu doutorado.
Sempre em busca dos seus objetivos, Pinzoh pediu demissão de professor da Prefeitura Municipal de Juazeiro e da Secretaria de Educação do Estado da Bahia e foi fazer especialização em Belo Horizonte, na PUC, em 1995. Em 98, deu entrada no mestrado, um convênio entre a UNEB e a Universidade de Paris VIII.
As aulas eram ministradas na cidade de Senhor do Bonfim. No meio do caminho, a parceria foi desfeita e o mestrado que duraria dois anos, resultou em quatro, sendo finalizado pela Universidade de Québec. O diploma foi entregue em 2003, mas, em 2002, Josemar, que não é bobo, fez Seleção para Doutorado na Faculdade de Educação, da UFBA, e foi aprovado. O doutorado iniciou em 2002 e, no dia 15 de setembro de 2006 a tese “Tecendo a rede: Notícias Críticas do Trabalho de Descolonização Curricular no Semi-árido Brasileiro” foi defendida com muitos elogios por parte da banca. Todos foram unânimes em afirmar que Josemar Martins, Pinzoh, já era doutor pela sua trajetória de vida.
Doutor Josemar Martins, Doutor Pinzoh... O mesmo afirma que esse não é um fato que pesa, acredita que ainda não se deu conta disso. “Fiz o doutorado porque é uma etapa acadêmica, queria ampliar minha formação. Eu quero tudo! Eu não quero uma parte!”, afirma. Como em todos os momentos, sua fala é seguida de uma gargalhada solta e gostosa.
Para o futuro, o profissional quer escrever um livro no campo da cultura e incorporar seus alunos em algum projeto futuro de iniciação científica. O poeta quer viver a vida, para que não passe sem que ele aproveite os pequenos e mais preciosos momentos. Como estar na mesa de um bar bebendo com os amigos, jogando conversa fora e tocando violão. Nas rodas de amigos, nos bares ou em qualquer lugar onde tenha um violão, todos pedem: Bem Velho! Bem Velho!. Pinzoh não titubeia, pega o violão e canta seus versos.
Falando de si, Pinzoh se define como uma pessoa privilegiada, embora tenha vindo de uma comunidade rural e seus pais sejam semi-analfabetos.
 - Encontrei pessoas bacanas, na hora certa, no lugar certo. Tudo que fiz de bom ou de ruim me trouxeram até aqui. Cheguei em 90 em Juazeiro como indigente, dormindo em papelão na casa de uma amiga. Dez anos depois, fui um dos nomes indicados para assumir a Secretaria de Educação do Município.Cheio de sardas espalhadas no seu pequeno corpo, com os cabelos enrolados e com o brinco que tem desde os 18 anos (foi o primeiro homem em Curaçá a colocar furo na orelha), Pinzoh está sempre presente nas discussões acadêmicas e nas mesas de bar. Apaixonado por tudo que faz, pela arte e pelas pessoas que fazem parte da sua vida de alguma forma. 
Termino essa conversa mais amiga, mais fã e tendo-o como um exemplo de vida pessoal e profissional. Saímos da sala e vamos para o Canto de Tudo assistir a mais um filme das noites de sábado. Professor e aluna, amigo e amiga, companheiros de alguns reggaes e tagarelas de diversos assuntos. Só me esqueci de perguntar uma coisa: quando vamos tomar umas cervejas?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Pinzoh em Noite de Autógrafo na UNEB

O professor Josemar Martins Pinzoh, lançando o terceiro livro no anfiteatro Canto de Tudo da UNEB.
Pinzoh em noite de autografando sua ultima criação intitulado Pesquisa-Criação: uma experiência com escrita docente autobiográfica. Foram muitos os presentes, amigos, professores, artista e familiares, 
Josemar da Silva Martins (Pinzoh), doutor em Educação pela Faculdade de Educação (FACED), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é professor adjunto da UNEB e docente do quadro permanente do mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental no Departamento de Educação, Campus VIII da UNEB, em Paulo Afonso (BA). O docente já publicou outras duas obras: Come-Tendo Poesias (1986), em co-autoria com Pinduka e O Mesmo Outro (poesias).
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