quinta-feira, 26 de abril de 2012

De Jurema a Juremal

Equipe:
Diretora: Marilene Gonçalves - Coordenadora: Simone Maria - Secretária: Aluane Ferreira.
Juremal fica a 60 Km de distancia de Juazeiro, sua população é de quase 2.000 habitantes
Uma Equipe maravilhosa, presente na escola, comprometida com a qualidade da educação, com a preservação da cultura e da sua história. Terra do Prefeito Durval Barbosa, José Guilherme, de Cidinho que fez o hino e que todos os moradores cantam e sabem na ponta da língua, Terra de Antônio Carlos Chaves que foi vice prefeito de Juazeiro, de poetas, escritores, médicos, agrônomos. Juremal tem Teatro, Bumba-meu-boi, Pastoril, Samba de Velho, Corrida de Argolinha, Roda de São Gonçalo. Tem uma grande diversidade cultural. "Somos todos os responsáveis pelos rumos da nossa própria história. Se ela vai ser de final feliz, só nós podemos dizer" disse a diretora do Colégio Manoel da Cunha Leite Marilene Gonçalves.
História
Os primeiros moradores segundo Nezinho, contador de história filho de Juvenal, foram Raimundo Grande, João Dias e Zé Félix, que aqui se instalaram no povoado de nome Riacho das Balas. Esse aguça a curiosidade, pois surgiu dos tiros que eram ouvidos por todos partindo de bandos de cangaceiros que por essas matas andavam as suas casas, retornando somente apóes a calmaria. Era uma vida de sufoco. Depois veio o nome Jurema por conta da quantidade de vegetação do mesmo nome; Já nesse tempo podia observar um pegueno aglomerado de casas de taipa, algumas cobertas de palha e de chão batido e algumas, mais sofisticadas, com ladrilhos. Concentravam-se estas moradias onde hoje é a praça principal e a entrada da cidade que apesar de rudimentar ainda faz o pessoal ter muito do que lembrar: havia uma grande feira livre de onde vinham vendedores de mercadorias (que recebiam o nome de jacobineiros) de Jaquarari, Sr. do Bomfim, Santa Rosa etc. Dentre as mercadorias comercializadas tinham: farinha, feijão, rapadura, carne do sol, frutas e algumas vezes verduras.
Os moradores de Juremal por sua vez, usavam a criatividade para conseguir dinheiro a fim de comprarem mercadorias da feiras. Como aqui não tinham agricultura constante e nem pecuária, conseguir dinheiro era difícil. Foi surgindo então um outro comércio que era realizado na antiga Estação da Leste, hoje transformada em Centro  Cultural onde funciona atualmente o posto telefônico. O Cartório de REgistro de Títulos e Pessoas Físicas, uma biblioteca distrital e finalmente o cômodo que foi cedido para o museu e que, até antes projeto, não possuía acervo. No comércio da Estação as pessoas da comunidade lá iam quando chegavam o trem que distribuía água para a comunidade. Vendiam bolinho, bolachinhas, beijus, chupetas, pirulito, fofão, doce, queijo, cafés, chás, puxas. Era na Estação que acontecia também as paqueras e namoros. Era o ponto de encontro e nesse vai e vem do trem muitas amizades eram construídas. As famílias compravam mercadorias em malas e caixotes próprias para tal fim. Outras atividade que dava sustento eram as olarias, caieiras e o artesanato feito de barro, as rendas de bilro e o bordado ponto de cruz. Na culinárias o famoso era o doce de leite mas tinham ainda o de umbu, batata e de banana; o fofão e o querido de todos, o bode assado.Eram vendidos ainda, bebidas, tecidos, perfumes, etc.
Depois foi construídos, no espaço que antes era um grande curral, um mercados onde passou a funcionar o comércio e aconteciam desde festa de sanfoneiros até bailes de carnaval e aconteciam à fantasia. Eram festas famosas e todas as famílias se faziam presentes. A diversão das pessoas era cantar em rodas de terreiros, ouvir história e piadas, participar de corridas de argolinhas, ternos de reis e existia até um famoso carrossel feito de madeira, com doze acentos duplos, movidos a força do braço e no qual para se andar pagava um tostão. Era o maior sucesso entre a garotada da época, muitos dos quais hoje são avós e bisavós dos nossos alunos. O que se percebe com bastantes clareza é que o povo de Juremal é muito criativo , esperto e não se sente vergonhado de driblar as dificuldades existentes mostrando o seu lado de comerciante que para sobreviver vende uma fruta que colher no quintal, até as belas novidades que surgem. Tudo se transforma em um jeitinho para garantir um dinheirinho. Lembra um dos moradores daqui, Osmar, que sendo o primeiro a adquirir uma bicicleta e vendo que causava sensação resolveu alugá-la por voltas dadas pelos outros meninos. O preços era negociado dependendo da distância.
As primeiras professoras daqui foram D. Zilda, Águida, Manoel Brisdinha e Ronilce Cerquiera a querida professora Ró que por ter um problemas de surdez foi atropelada pelo trem pois não ouviu o barulho dele quando se aproximava. Hoje a praça ao lado do Centro Cultural leva o nome da dedicada professora em sua homenagem. A primeira escola da comunidade foi uma que leva o nome de Almiro foi um filho da terra que ao sair daqui conseguiu se destacar tornando-se aviador e isso, na época, era muito difícil. Depois ganhou uma escola que leva o nome de um irmão de Almiro: Raimundo da Cunha Leite. Este se tornou politico renomado em cidades do Sul do País. É no Colégio Municipal Dep. Raimundo da Cunha Leite que hoje trabalha e estuda os atuais professores e alunos, funcionando cursos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio com habilitação em magistério. O Colégio Mul. Dep. Raimundo da Cunha Leite foi construídos e inaugurado em 15 de julho de 1986 atendendo à comunidade até hoje.
Pesquisa: Equipe do Colégio Municipal Dep. Raimundo da Cunha Leite e alunos.
Equipe: Diretora: Marilene Gonçalves - Coordenadora: Simone Maria - Secretária: Aluane Ferreira.
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