sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Baé, o jogador: “não me considero um craque”


Minha vida no futebol -
Focalizado: Antônio Barbosa: Baé -
Antônio Barbosa o conhecido “Baé”, começou a sua carreira de jogador de futebol nas equipes suburbanas de Juazeiro, como: Campo dos cinco, Liga dos Khoury, 1º de Maio, Liga Adalberto Matos, Liga de Piranga e também na Liga de Petrolina. Nesta época trabalhou com várias pessoas que tinham a responsabilidade de conduzir uma equipe de futebol à altura como o Sr. Darinho, o Raimundo Amarildo, “Seu Piroca” Ademir Matos, “Seu Bila”, Adeltildes, Timbira, Zequinha, o Pagé, e Dozinho que dirigiu o clube de futebol Real Madri que tinha no seu plantel, atletas de nome como: Tubão, Celso, Vevé e outros mais.
Como não existiam as escolinhas, a divisão de base era chamada segundo quadro. O garoto foi se destacando até ser convidado então pelo Sr. Péricles Mota e Zé Martim para jogar na equipe do Veneza, mas, recusou o convite, pois, a sua vontade era jogar ao lado do grande amigo “Caboclinho.” O então Ulisses Mendes, conhecido por “Batata”, sabedor deste episódio, participou a seu Oscarzinho (presidente do Fluísco) que ele, não tinha a pretensão de jogar no Veneza e que poderia ir para o “Fluisco”. Assim aconteceu e foi jogar no segundo quadro do Fluisco. Algum tempo depois, no penúltimo ano do time, teve a felicidade de jogar ao lado de Caboclinho em 1963, sendo campeão do torneio início. Depois de jogar pela Seleção de Juazeiro, foi para o Olaria em 1965, disputar o torneio “JOALINA” antigo BAPE, onde se sagrou campeão sendo destaque na temporada ao lado de vários craques como Mimí, Derivaldo, Biu, Dezinho, Jaime Pirrucha, Anísio, do folclórico Lourinho, Zé Tarzan, de Sabino do Bairro Santo Antônio, e outros. “Permaneci na equipe do Olaria no ano seguinte de 66, para disputar novamente o BAPE e com outros grandes valores como: Dozinho, Ribinha, Garrinchinha, Zezinho, Costinha, Domingos e outros.

Aos 15 anos era aspirante e posteriormente titular do Carranca. Depois de Batata, veio Edésio Santos. “A aminha trajetória no Fluisco foi rápida, pois, logo, logo, fui para o Carranca onde joguei e fui campeão pelo BAPE, com feras do futebol como o Nunes, o Aécio, Cabelo, Tubão, Carlinhos Boçal etc. Sendo eu, o vice-artilheiro da competição com 08 gols, depois fui para o Campinense, da Paraíba onde me tornei jogador profissional. Depois, para o Borborema e Treze de Capina Grande. Fui um atleta sempre disciplinado, pouco fazia falta, jamais fui expulso, pouquíssimos cartões amarelos, tinha uma pegada forte, chutava forte e certeiro. Na minha vida de jogador de futebol não me considero um grande craque, mas, um bom jogador”. Baé recorda emocionado que naquela época, o estádio Adauto Moraes era palco de grandes e memoráveis partidas de futebol onde a rivalidade de Veneza, Olaria e Carranca era notória, as torcidas eram vibrantes e emocionava qualquer atleta que lá de baixo, “tinha que fazer chover de qualquer jeito a gente jogava por amor, hoje tudo é diferente.
Relembra Baé: “Certa feita, em jogo decisivo entre Carranca e Olaria, o Carranca era o time favorito ao título eu jogava nele, foi em 1979, caiu uma chuva intensa, estádio lotado, levaram uma geladeira ao estádio que representaria o nosso time. O que aconteceu? Perdemos a partida e o título. A partir daí até o hoje, o Carranca é conhecido como geladeira. Esta é uma tristeza que carrego até hoje.. E a minha alegria, foi me sagrar campeão do BAPE pelo o Olaria com Dozinho e companhia. Tive a oportunidade de jogar com grandes atletas que fizeram história no Adautão como Zé Odorico, Mario de Adauto, Jaime Pirrucha, Dino, Dozinho, Nunes, Aécio, Belline, Givaldo, Costinha, Domingos, Caboclinho, Artur Lima, Garrinchinha, Bebeto, Avelar, Valdecí, Celso Maravilha, Taladinho, Vevé, Lécio, Mundoca e inúmeros outros. Portanto, creio que aqui em Juazeiro, jamais acontecerá torcidas tão vibrantes como tinha o Veneza e o Olaria, creio que agora no Campeonato Baiano haja a rivalidade entre os dois clubes o Juazeiro e Juazeirense, mas, não com tanta força como antigamente. Sobre os dois clubes profissionais que representam a cidade, “o Juazeiro é uma equipe mais velha no campeonato, é uma marca viva, todos conhecem, tem sua torcida e a Juazeirense está chegando agora e está mostrando organização, foi campeã da segunda divisão”.
Hoje Baé, não joga mais futebol nas quatro linhas, mas fora delas, é que, na atualidade é o presidente do Juazeiro Social Clube e pretende realizar um mandato diferente: “Todos já tiveram sua oportunidade, e, agora é minha vez. Faremos uma administração transparente e divulgaremos na imprensa as nossas receitas ao torcedor que é o grande propulsor da equipe. Faremos um time forte que honre o nome e sua tradição. Um time que represente bem e com certeza dará alegria a nossa nação” finalizou.
Por Pinguim.


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