quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Bertolino lança mais um Livro - Religiosidade

Tudo, esclarecido, vamos a partir de agora abrir as cortinas da nossa tenda, implorar que a luz divina penetre no seu interior e convidar o nosso primeiro figurante adentrar no recinto porque definitivamente chegou a e vez de sabermos quem é quem nesta historia. Quem mais poderia ser, se não ele, o cidadão que havia solicitado a nossa intervenção.
Dialogando: - O senhor se diz chateado em razão da confusa divulgação do tempo em que se iniciou a festa de janeiro. Tens realmente a data precisa? E com quem obteve esta informação?
 - Sim, tenho e a informação. Me foi passada através de meu sogro, o Sr. José Bernaldo, que como todos sabem, ele foi desde o inicio, um dos coordenador, a segunda pessoas mais próxima do casal Manoel Cabral e D. Juriti. Sigundo ele, o primeiro festejo se deu no ano de 1938 e nem foi na comunidade de Mulungu e sim no Recanto.           
O dia e o mês nem foi observado, o que se sabe é que a festa era em louvor de Nossa Senhora da Paz e era celebrada no sentido de que Ela, como mãe, pudesse roga em favor da paz no Estado da Bahia  e principalmente nas comunidades vizinhas. Nem teve data certa como hoje tem, já viu? Exatamente porque ninguém sabia qual é a data em que a igreja católica celebrava o dia da Santa. Por sinal, um dos interessados se dirigiu até a igreja matriz de Juazeiro pra obter do capelão a informação correta. Disse que o padre no momento nem soube detalhar, ficando com o compromisso de pesquisar e dar o retorno em outra ocasião.
- E aí?
- Aí que no ano seqüente, em 39 não teve a festa. Neste intervalo, Rita de Seu Acaço sonhou que a festa não podia parar, era pra ser festejado todos os anos. Ai sim, as próximas já foram transferidas pra comunidade de Mulungu e em 1940 aconteceram dois dias de festa pra compensar a do ano anterior que nem havia sido realizada.
- Confirma então, com toda clareza, que a festa teve seu inicio em 1938, completando no ano passado ou seja em 2008, setenta anos? 
- Confirmo sim senhor! Sem medo de errar.
- Em que ano começou, obedecendo a esta nova data oficial de 24 de janeiro?
- Não sei, mais foi logo assim que seus dirigentes subera ser este, o dia em que os católicos comemoram  N. S. da Paz. De lá pra cá permaneceu nesta data e só teve um ano que deixaram de fazer por causa de uma seca perigosa, mais no ano seguinte, fizeram dois dia de festa pra compensa a falta do ano anterior. Depois desta daí, nem mesmo a seca fez sofrer ação de continuidade, pois me alembro que num outro ano de seca forte, o pessoal se deslocou pra beira do rio mais nem deixaram de fazer.
- Por falar em dirigentes, recordo-me que ao retorno para Conhas, ficava impressionado com os comunitários em torno das pessoas com vinculo acentuado nesta organização, entre estes em que se diziam trata-se de uma irmandade burra, sem precedentes. Qual a sua opinião em relação ao assunto? 
- Hum, hum! Mais isto é coisa dos canaia, nem passa de fofoca, os canaia tão sempre se intrometendo na organização da sociedade. 
- No inicio da nossa conversa, fazia referencia à pessoa do Sr. João Bernaldo, que pelo visto destacou-se como figura de influencia neste processo. Fale-nos um pouco mais sobre ele. 
- Então vamos lá! Casado com D. Maria Vieira J. Santos, muitos filhos e filhas formavam um casal de respeito e uma família exemplar. Um home honesto, religioso, partidário da caridade, defensor da fé e dos bons costumes. Residente no Sitio Caroá na comunidade de Pontal, mais nem tinha distância pra ele se fazer presente nua atividade religiosa, bastante pra fazer presente numa atividade religiosa, bastando pra isso, receber convite antecipado com tempo suficiente pra se programar.
- Nossa ultima pergunta, por enquanto. Porque a festa era em louvor a N.S. da paz? Havia alguma turbulência na região?  
- Não, havia sim uma preocupação do grupo em encontrar os meios mais seguro de se reuni envolvendo algum deles e demais pessoa da comunidade.
- Oh! Muito obrigado e vamos aguardar o desfecho dos fatos.

Livro: São Gonçalo do Mulungu - Cenário de Mitologia, Fé e Compromisso
Fotos: Eri Franklin




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