sexta-feira, 15 de julho de 2011

Costumes e Tradições Juazeirense.

 A lordeza de Juazeiro cantada na carreira do Rio pelos barqueiros, vinha pelos trilhos do trem de ferro, barcas e desbravadores mascates. O modismo soteropolitano estimulava o aparecimento de luxuosas casas comerciais como: O Ideal Palácio e seus tecidos importados, o Bazar Royal com os cosméticos e louças. Destacava-se naquela época na sociedade Juazeirense, a elegância feminina da modista Raquel Barreto. A Revista “O Malho”  do Rio de Janeiro, surgeria que para ser “Chic”, usavam-se luvas de pelica nos passeios à tarde no comercio e encontros. Luvas de cetim nos bailes animados pelas orquestras e nos casamentos celebrados nas residência faustosamente decorados.
  Era de “Bom tom” o uso de bolsinhas de “filigrana” em prata, adornando os longos vestidos de “tafetá”, que decentemente enfeitavam as festas das debutantes, reveillon e recepções para autoridades A lordeza das residências se conhecia pelo esvoaçar janelas à fora, das cortinas de pano fino e bordado de renda de algodão. O mobiliário em cedro, peroba e jacarandá, eram copiados pelos marceneiros da terra, dos álbuns figurativos de móveis que vinham da capital baiana. As famílias moradoras nas casas de “Platibandas” promoviam fartos almoços com leitoas assadas, peru, galinhas recheadas, nos encontros e saraus regados a licores e vinhos, oriundos de edegas particulares aos presidentes da republica e ou autoridades visitantes. O Teatro Santana ( Praça Aprígio Duarte ) foi um espaço teatrais e o cinema mudo com legenda em inglês, que era musicado pelos acordes maravilhoso do casal, Dália  e do pianista Sebastião Valenças. Passeio a bordo foi moda. 


Acontecimento social de alto destaque,  principalmente quando a viação baiana do São Francisco homenageava as nobre professoras pela colocação de grau, oferecendo um vapor da sua frota em passeios festivos das formandas e convidados, ao som de banda musical. A luz a óleo que iluminava alguns pontos da cidade, dias tremulava até as 20:00h e daí por diante, era a vez das enluaradas serenatas nas janelas das moca de família. O coral melodioso de Edilberto Trigueiros, fazia parcela com a musicalidade dos “ternos” iniciados em 6 de janeiro (Santos Reis) até próximo a festa momesca. Nos anos 1940, a NAB (Navegação Aérea Brasileira) comercializava em Juazeiro: perfumes, Whiskys, roupa e a moda dos grandes centros. O comércio de exportação era o pilar central da lordeza  juazeirense. Pelo vapores, comboios férreos eram transportados: mamona, caroá, cera de carnaúba, couro e peles. Na época da guerra de 1945, Juazeiro recebia do Piaui, um Estado extrativista da borracha, o látex empacotado da manguaba, maniçoba, destinado À Europa para confecção de pneus utilizados na 2º guerra mundial.

Relatos de Bebela, Dinoráh Melo e Profº Lourdes Duarte
Pesquisa; Rosy Costa
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