domingo, 27 de maio de 2012

Casa Nova

Origem, Formação, Desenvolvimento e Transformação.
Coronel José Manuel Viana
Walter Dourado
Antigamente era a Fazenda São José, propriedade do Coronel José Manuel Vianna. Criador de gado com muitos currais, sítios e pastagens, residia no interior do povoado, ao longo do Riacho Grande, onde a produção se sal era grande, requerendo pessoas habilitadas nos serviços de extração deste artigo de consumo. As barcas "Carrancas" afluíam ao porto casanovense a fim de adquirir a matéria indispensável à alimentação de pessoas e animais. Os barqueiros vinham de Juazeiro com carregamento de objetos de utilidade para os barranqueiros - fazendas, miudezas, produtos farmacêutico, querosene, fósforos, cigarros, etc. De volta traziam a cachaça, o fumo e outros produtos da zona, em natural intercâmbio.
Tendo aumentado o números de pessoas elojadas na localidades, surgiram os primeiros negociantes negociantes. José Manuel Viana passou a residir à margem esquerda do Riacho Grande, ali construído a Casa Grande e também uma pequena igreja. Estava assim constituída a Freguesia de São José do Riacho da Casa Nova.
Por outro lado, além do comércio existente, realizado através de embarcações, com Juazeiro e Minas Gerais, para onde levavam o sal produzido nas salinas casanovenses, iniciaram-se transações com o Piaui, por meio de tropas de muares que vendiam em Casa Nova - couros, peles e produtos regionais de exportação.
 Os antigos negociantes do lugar iam adquirir em Salvador, viajando também com tropas até Cachoeira, os produtos de seu negócio. Com o advento dos vapores fazendo escalas no porto do Riacho da Casa Nova, bem de frente ao ilhote, deixou de haver tráfego pela Estrada do Piaui, muito intenso na época de produção da borracha de maniçoba. A Freguesia passou à Vila, dado crescente aumento da sua população. Em  certa época abasteceu o mercado consumidor de gado da Capital do nosso Estado, e também o de Recife, vendendo reses em pé para o "abate" nos referidos matadouros.
Era uma terra de farturas, onde se adquirem produtos regionais por preços relativamente baixos em relação às outras terras, constrastando assim o ABC do São Francisco que classificava a povoação com epiteto inadequado - "Casa Nova da Carestia". As Fazendas de gado e de criação de animais outros, eram de propriedade dos antigos povoadores: Viana, Estralas, Castro, Santos, e outros famílias abastadas. Assim, a começar pelas que se situavam nos limites do Estado do Piaui, o "Julião", por exemplo, possuía o município grande quantidade de sítios e fazendas com produção agropecuária necessária ao abastecimento de sua população, sobrando ainda produtos agropecuária necessária ao abastecimento de sua população, sobrando ainda produtos que exportavam. Assim, o "Recreio", a "Vila Isabel", as "Água Belas", a "Boa Esperança", o "Garimpo", o "Mocambo", a "Verada", o "Umbuzeiro" a "Serra de Pedras" e muitas outras, pertencentes a José Manuel Viana e sua descendência; José Mariano Viana, D. Isabelinha. D. Maria Angélica, Astolfo Santos; Leolino Estrelas e José Estrela; Heroino Santos; Lauro Dourado, etc., que crianvam gado solto, em comum, foi passando aos herdeiros dos primitivos donos. Algumas delas se modificaram e outras deixaram de existir, em face das dificuldades oriundas da seca, existindo hoje apenas o "casco" conforme dizem vulgarmente, porque "fecharam a porteira" Quer dizer que o gado se acabou, vitimado pela estiagem prolongada. 
Casa Nova tornou-se cidade. Embora pequena, abriga uma população considerável, espalhada por três faixas de terras - o Riacho ( Porto fluvial situado à margem do São Francisco, junto ao Riacho Grande; o Tsbuleiro, onde existe o prédio da Prefeitura Municipal, o "Forum", a Igrja de São José, a Sociedade Recreativa Casanovense, o Ginásio Antônio Honorato da Castro, as instalações do DERBA e muitos prédios e construções de valor; o Morro, bem longe da margem do rio, com algumas ruas, jardim e cemitério, na parte mais alta, onde se abrigavam os moradores do Riacho e do Tabuleiros, na ocasião da invasão da águas, ou cheias grandes do rio.
Fonte: Jornal RIVALE - Edição Nº 184 - 01/05/1976
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