sexta-feira, 23 de outubro de 2009

BARRICA ACORRENTADA

Viveu na cidade de Juazeiro da Bahia um homem muito estranho apelidado de Diabo. Recitava constantemente os versos:
"Arrastei grossas correntes,
Pelas Ruas da cidade
Não senti tamanho peso
Como a tua falsidade"
Eram recitados com uma voz tão grossa que metia medo. Sua moradia era na beira do rio, onde guardava uma barrica e umas correntes bem grossas de ferro. Tudo isto ficava junto a uma rampa que existia entre o Vaporzinho e o prédio da SUNAMAN, antigo Correios e Telegráfos.

De repente, a intranquilidade nas noites de quintas para sexta-feira e os comentários de uma nova "assombração"
- O que ? Uma barrica enrolada com correntes de ferro subindo sozinha a rampa ? Misericórdia ! Andando pelas ruas ?
Passaram muitas e muitas noites de quintas para sexta envolvidos no mistério da assombração".
Alguém, na cidade, resolveu desvendar o mistério.
Numa noite, quando a barrica rolava por determinada rua do centro, foi atalhada por um homem bem forte e ai surgiu a luta entre a assombração e o homem, que conseguiu a confissão de toda a história do pobre encantado. Assim, a cidade ficou livre de mais um "fantasma". Na beira do rio, diabo continuava mais solitário, com voz mais grossa, porém livre daquela transformação de homem em bicho dentro de uma barrica.
LIVRO VOCÊ ACREDITA EM ASSOMBRAÇÃO ?
Maria Franca Pires
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